| 4 de
julho Santa Isabel
Isabel de Aragão nasceu na Espanha, em 1271. Entre seus antepassados estão
muitos santos, reis e imperadores. Era filha de Pedro III, rei de Aragão, que, no
entanto, era um jovem príncipe quando ela nasceu. Sem querer ocupar-se com a
educação da filha, o monarca determinou que fosse cuidada pelo avô, Tiago I, que
se convertera ao cristianismo e levava uma vida voltada para a fé. Sorte da
pequena futura rainha, que recebeu, então, uma formação perfeita e digna no
seguimento de Cristo.
Tinha apenas doze anos quando foi pedida em casamento por três príncipes, como nos contos de fadas. Seu pai escolheu o herdeiro do trono de Portugal, dom Dinis. Esse casamento significou para Isabel uma coroa de rainha e uma cruz de martírio, que carregou com humildade e galhardia nos anos seguintes de sua vida. Isabel é tida como uma das rainhas mais belas das cortes espanhola e portuguesa; além disso, possuía uma forte e doce personalidade, era também muito inteligente, culta e diplomata. Ela deu dois filhos ao rei: Constância, que seria no futuro rainha de Castela, e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. Mas eram incontáveis as aventuras extraconjugais do rei, tão conhecidas e comentadas que humilhavam profundamente a bondosa rainha perante o mundo inteiro. Ela nunca se manifestava sobre a situação, de nada reclamava e a tudo perdoava, mantendo-se fiel ao casamento em Deus, que fizera. Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos sinceros preceitos cristãos. Perdeu cedo a filha e o genro, criando ela mesma o neto, também um futuro monarca. Não bastassem essas amarguras familiares, foi vítima das desavenças políticas do marido com parentes, e sobretudo do comportamento de seu filho Afonso, que tinha uma personalidade combativa. Depois, ainda foi caluniada por um cortesão que dela não conseguiu se aproximar. A rainha muito sofreu e muito lutou até provar inocência de forma incontestável. Santa Isabel, tornou-se célebre pela sua imensa bondade. Ocupava o tempo a fazer o bem a quantos a rodeavam, visitando e tratando doentes, distribuindo esmolas pelos pobres. O rei, já irritado por ela andar sempre misturada com mendigos, a proibiu de dar mais esmolas. Mas, certo dia, vendo-a sair furtivamente do palácio, foi atrás dela e perguntou o que levava escondido por baixo do manto. Era pão. Mas ela, aflita por ter desobedecido ao rei, exclamou: - São rosas Senhor, são rosas! - Rosas, em Janeiro?- duvidou ele. De olhos baixos, a rainha Santa Isabel abriu o regaço - e o pão tinha-se transformado em rosas, Rosas tão lindas como jamais se viu! Quando o marido morreu, em 1335, Isabel recolheu-se no mosteiro das clarissas de Coimbra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Antes, porém, abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres e doentes, marginalizados. A rainha Isabel de Portugal morreu, em Estremoz, no dia 4 de julho de 1336. Venerada como santa, foi sepultada no Mosteiro de Coimbra e canonizada pelo papa Urbano VIII em 1665. Santa Isabel de Portugal foi declarada padroeira deste país, sendo invocada pelos portugueses como "a rainha santa da concórdia e da paz". |
quarta-feira, 4 de julho de 2012
VIVER COM FÉ - CLARA MAGALHÃES
Para quem perdeu a entrevista da Clara no programa "Viver com Fé" ou quer rever o programa, vai haver reprise hoje, no GNT ás 21,30hs, amanhã 5ªfeira ás 9 hs da manhã e no domingo ás 11hs. IMPERDÍVEL!!!!!
segunda-feira, 2 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
ANJO DA GUARDA - PEDRO SIQUEIRA + A.D
OS ANJOS DA GUARDA SÃO NOSSOS COMPANHEIROS POR TODA A VIDA E, MESMO ASSIM, NEM SEMPRE NOS LEMBRAMOS DELES. VAMOS HOJE CONVERSAR COM NOSSOS ANJOS, REZANDO E AGRADECENDO POR TUDO QUE ELES REPRESENTAM PARA NÓS.
UM ANJO
Para iluminar seu caminho,
Para você ter sempre a certeza,
De que ele está ao seu lado,
Em todos os momentos.
Para você ter sempre a certeza,
De que ele está ao seu lado,
Em todos os momentos.
Em qualquer situação,
Na sua tristeza e na sua alegria.
E mesmo que você se esqueça dele às vezes,
Ele estará sempre do seu lado,
Lhe ajudando, lhe dando conselhos,
Lhe conduzindo na sua estrada,
Às vezes triste, às vezes alegre.
Na sua tristeza e na sua alegria.
E mesmo que você se esqueça dele às vezes,
Ele estará sempre do seu lado,
Lhe ajudando, lhe dando conselhos,
Lhe conduzindo na sua estrada,
Às vezes triste, às vezes alegre.
Ele sempre vai dar o melhor
de si,
Para lhe ajudar, e em troca disso,
Ele só quer que você saiba dele,
Que acredite nele.
Para lhe ajudar, e em troca disso,
Ele só quer que você saiba dele,
Que acredite nele.
Basta lembrar dele como uma luz,
A iluminar o seu caminho.
A iluminar o seu caminho.
OS ANJOS DA GUARDA SÃO NOSSOS COMPANHEIROS POR TODA A VIDA E, MESMO ASSIM, NEM SEMPRE NOS LEMBRAMOS DELES. VAMOS HOJE CONVERSAR COM NOSSOS ANJOS, REZANDO E AGRADECENDO POR TUDO QUE ELES REPRESENTAM PARA NÓS.
ORAÇÃO:
Obrigada meu anjo da guarda por mais um dia junto a vós. Agradeço pela comida que comi, pela água que bebi, a atenção que recebi de meus familiares e amigos. Prometo fazer em dobro tudo o que recebo diariamente. Que essa minha consciência permita com que eu prossiga com essas boas ações. Agradeço por tudo o que aconteceu comigo hoje.
Que assim seja,
Amém
Obrigada meu anjo da guarda por mais um dia junto a vós. Agradeço pela comida que comi, pela água que bebi, a atenção que recebi de meus familiares e amigos. Prometo fazer em dobro tudo o que recebo diariamente. Que essa minha consciência permita com que eu prossiga com essas boas ações. Agradeço por tudo o que aconteceu comigo hoje.
Que assim seja,
Amém
SALMO 90
| Eu que habito sob a proteção do Altíssimo, que moro à sombra do Onipotente, | ||
| digo ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio. | ||
| É ele quem me livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa. | ||
| Ele me cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrareis refúgio. Sua fidelidade será um escudo de proteção. | ||
| Não temerei os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia, | ||
| nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia. | ||
| Caiam mil homens à minha esquerda e dez mil à minha direita, eu não serei atingido. | ||
| Porém, verei com meus próprios olhos, contemplarei o castigo dos pecadores, | ||
| porque o Senhor é meu refúgio. Escolhi, por asilo, o Altíssimo. | ||
| Nenhum mal me atingirá, nenhum flagelo chegará à minha tenda, | ||
| porque aos meus, anjos ele mandou que me guardem em todos os meus caminhos. | ||
| Eles me sustentarão em suas mãos, para que eu não tropeces em alguma pedra. | ||
| Sobre serpente e víbora andarei, calcarei aos pés o leão e o dragão. | ||
| Pois quem se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome. | ||
| Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei contigo. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória. | ||
| Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação. |
domingo, 24 de junho de 2012
Jesus Cristo e São João Batista - Os Santos Primos
Nascimento de João Batista. Cântico de Zacarias.
São João Baptista- Fra Angelico 1435
São Lucas 1,57-66
“Chegou o tempo de Isabel ter a criança, e ela deu à luz um
menino. Os vizinhos e parentes ouviram falar da grande
bondade do Senhor para com Isabel, e todos ficaram alegres
com ela. Quando o menino estava com oito dias, vieram
circuncidá-lo e queriam lhe dar o nome do pai, isto é,
Zacarias. Mas a sua mãe disse:
- Não. O nome dele vai ser João.
Então disseram:
- Mas você não tem nenhum parente com esse nome!
Aí fizeram sinais ao pai, perguntando que nome ele queria
pôr no menino.
Zacarias pediu uma tabuinha de escrever e escreveu: “O
Zacarias pediu uma tabuinha de escrever e escreveu: “O
nome dele é João.”
E todos ficaram muito admirados. Nesse momento Zacarias
E todos ficaram muito admirados. Nesse momento Zacarias
pôde falar novamente e começou a louvar a Deus. Os
vizinhos ficaram com muito medo, e as notícias dessas coisas
se espalharam por toda a região montanhosa da Judéia.
Todos os que ouviam essas coisas e pensavam nelas
perguntavam:
- O que será que esse menino vai ser?
Pois, de fato, o poder do Senhor estava com ele.“
The Birth of Saint John the Baptist -
Tintoretto - 1554 - Hermitage
«Não temas, Zacarias: a tua súplica foi atendida»
Foi a oração e não o desejo sexual que levou à concepção de João Baptista. O seio de Isabel tinha passado a idade de dar vida, o seu corpo tinha perdido a esperança de conceber; apesar destas condições de desesperança, a oração de Zacarias permitiu a esse corpo envelhecido germinar ainda: foi a graça e não a natureza concebeu João. Este filho, cujo nascimento vem menos do abraço do que da oração, só poderia ser santo.
Apesar de tudo, não devemos espantar-nos por João ter merecido nascimento tão glorioso. O nascimento do precursor de Cristo, daquele que Lhe abriu o caminho, devia apresentar uma semelhança com o do Senhor, nosso Salvador. Se, portanto, o Senhor nasceu de uma virgem, João foi concebido por uma mulher velha e estéril. [...] Não admiramos menos Isabel, que concebeu na sua velhice, do que Maria, que teve um Filho na sua virgindade.
Aqui parece-me já haver um símbolo: João representava o Antigo Testamento e nasceu do sangue já arrefecido de uma mulher idosa, enquanto o Senhor, que anuncia a Boa Nova do Reino dos céus, é fruto duma juventude plena de seiva. Maria, consciente da sua virgindade, admira a criança gerada nas suas entranhas. Isabel, consciente da sua idade avançada, cora ao ver o seu ventre pesado pela gravidez; o evangelista diz, com efeito: «durante cinco meses permaneceu oculta». Temos de admirar também o facto de ser o mesmo arcanjo Gabriel a anunciar os dois nascimentos: traz uma consolação a Zacarias, que permanece incrédulo; e encoraja Maria, que encontra confiante (Lc 1,26s). O primeiro, por ter duvidado, perdeu a voz; a segunda, por ter acreditado imediatamente, concebeu o Verbo Salvador.
domingo, 17 de junho de 2012
MENSAGEM DE LUPE MOREIRA
A FORÇA DA ORAÇÃO INCESSANTE
Catequese de Bento XVI na Audiência Geral
CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org)
Apresentamos a seguir a catequese de Bento XVI dirigida aos fiéis e peregrinos reunidos nesta quarta-feira, 9, na Praça de São Pedro. A oração foi concluída com a oração do Pater Nostri e a Benção Apostólica.
Queridos irmãos e irmãs!
Hoje gostaria de deter-me sobre o último episódio da vida de São Pedro narrado nos Atos Apóstolos: a sua prisão segundo o querer de Herodes Agripa e a sua libertação pela intervenção prodigiosa do Anjo do Senhor, na vigília do seu processo em Jerusalém (At 12,1-17).
A narração é mais uma vez marcada pela oração da Igreja. São Lucas, de fato, escreve: "Enquanto Pedro estava no cárcere, da Igreja subia incessantemente a Deus uma oração por ele" (At 12,5). E depois de ter milagrosamente deixado o cárcere, em ocasião de sua visita à Casa de Maria, a mãe de João Marcos, se afirma que “muitos estavam reunidos e rezavam” (At 12,12). Entre essas duas anotações importantes que ilustram a atitude da comunidade cristã diante do perigo e da perseguição, é narrada a detenção e a libertação de Pedro, que compreende toda a noite. A força da oração incessante da Igreja se eleva a Deus e o Senhor escuta e realiza uma libertação impensável e inesperada, enviando seu Anjo.
A narração enfatiza os grandes elementos da libertação de Israel da escravidão do Egito - a Páscoa hebraica. Como aconteceu naquele evento fundamental, também aqui, a ação principal é cumprida pelo anjo do Senhor que liberta Pedro. E as mesmas ações do Apóstolo - ao qual foi pedido que se levantasse rapidamente, colocasse o cinto e o cingisse à cintura - relembram aquelas do povo eleito na noite da libertação por intervenção de Deus, quando convidado para comer às pressas o cordeiro, que estivessem cingidos, com sandálias aos pés, bastão nas mãos, pronto para sair do país (Ex 12,11). Assim Pedro pode exclamar: "Agora sei verdadeiramente que o Senhor mandou seu anjo e me arrancou das mãos de Herodes" (At 12,11). Mas o Anjo representa não somente aquele da libertação de Israel do Egito, mas também aquele da Ressurreição de Cristo. Narram, de fato, os Atos dos apóstolos: "Eis que se apresentou um anjo do Senhor e uma luz fulgurante tomou a cela. Ele tocou o lado de Pedro e o despertou" (At 12,7). A luz que preenche o local da prisão, a ação de despertar o apóstolo, remontam à luz libertadora da Páscoa do Senhor que vence as trevas da noite e do mal. O convite, de fato: "Coloques o manto e segue-me" (At 12,8), faz ressoar no coração, as palavras do chamado inicial de Jesus (Mar 1,17), repetida depois da ressurreição no lago de Tiberíades, onde o Senhor diz por duas vezes a Pedro: "Segue-me" (Jo 21,19.22). É um convite apressado de seguimento: somente saindo de si mesmo para colocar-se em caminho com o Senhor e fazer a sua vontade, se vive a verdadeira liberdade.
Gostaria de destacar também outro aspecto da atitude de Pedro na prisão; notamos, de fato, que, enquanto a comunidade cristã reza com insistência por ele, Pedro "dormia" (At 12,6). Em uma situação tão crítica e de sério perigo, é uma atitude que pode parecer estranha, mas que, ao invés, representa tranquilidade e confiança; ele se confia a Deus, sabe que está circundado pela solidariedade e pela oração dos seus e se abandona totalmente nas mãos do Senhor. Assim deve ser a nossa oração: assídua, solidária com os outros, plenamente confiante em Deus que nos conhece no íntimo e cuida de nós ao ponto que - diz Jesus - "até o cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo" (Mat 10, 30-31). Pedro vive a noite na prisão e da libertação do cárcere como um momento que faz parte da sua escolha em seguir o Senhor, o qual vence as trevas da noite e liberta da escravidão das cadeias e do perigo da morte. A sua é uma libertação prodigiosa, marcada por várias passagens descritas acuradamente: guiado pelo Anjo, apesar da vigilância dos guardas, atravessa o primeiro e o segundo posto de guarda, até a porta de ferro que o conduz para a cidade: e a porta se abre sozinha diante deles (At 12,10). Pedro e o Anjo do Senhor cumprem juntos uma parte da estrada, até que, entrando em si mesmo, o Apóstolo se dá conta que o Senhor realmente o libertou e, depois de ter refletido, se direciona à casa de Maria, a mãe de Marcos, onde
muitos dos discípulos estão reunidos em oração; mais uma vez a resposta da comunidade diante da dificuldade e do perigo é confiar-se a Deus, intensificar o relacionamento com Ele.
Aqui me parece útil enfatizar uma outra situação não fácil que viveu a comunidade cristã das origens. São Tiago fala sobre isso na sua carta. É uma comunidade em crise, em dificuldade, não tanto por causa das perseguições, mas porque dentro estão presentes ciúmes e contendas. (Tiago 3,14-16). E o Apóstolo se pergunta o porquê daquela situação. Ele encontra dois motivos principais: o primeiro é o deixar-se dominar pelas paixões, pela ditadura do próprio querer, pelo egoísmo (Tiago 4,3); o segundo é a falta de oração - “não pedis” (Tiago 4,2b) – ou a presença de uma oração que não se pode definir como tal - “pedis e não obtenhais, poque pedis mal, para satisfazer as vossas paixões. Essa situação mudaria, segundo São Tiago, se a comunidade falasse unida com Deus, pela continuidade de um diálogo vivo com o Senhor. Um aspecto importante também para nós e nossas comunidades, sejam aquelas pequenas como a família, sejam aquelas mais vastas como a paróquia, a diocese, a Igreja inteira. Me faz refletir que as pessoas rezaram nessa comunidade de São Tiago, mas rezaram mal, somente pelas próprias paixões. Devemos sempre de novo aprender a rezar bem, rezar realmente, orientar-se para Deus e não em direção ao bem próprio.
A comunidade, em vez, que acompanha a prisão de Pedro é uma comunidade que reza verdadeiramente, por toda a noite, unida. E é uma alegria que não se pode conter aquela alegria que invade o coração de todos quando o Apóstolo bate inesperadamente a porta. São a alegria e o estupor diante da ação de Deus que escuta. Assim a Igreja eleva a oração por Pedro, e para a Igreja ele volta para narrar "como o Senhor o havia tirado da prisão" (At 12,17). Naquela Igreja onde ele é colocado como rocha (Mat 16,18), Pedro conta a sua ‘Páscoa’ de libertação: ele experimenta que no seguimento de Jesus está a verdadeira liberdade, se é envolvido por uma luz resplandecente da Ressurreição e por isso, se pode testemunhar até o martírio que o Senhor Ressuscitou e que verdadeiramente mandou o seu anjo que o arrancou das mãos de Herodes (At 12,11). O martírio que sofrerá depois em Roma o unirá definitivamente a Cristo, que o havia dito: quando fores velho outro te levará para onde não queres ir - para indicar com qual morte ele teria que glorificar a Deus. (Jo 21,18-19).
Queridos irmãos e irmãs, o episódio da libertação de Pedro narrado por Lucas, nos diz que a Igreja, cada um de nós, atravessa a noite da prova, mas é a vigilância incessante da oração que nos sustenta. Também eu, desde o primeiro momento de minha eleição como Sucessor de São Pedro, me senti sempre amparado pela vossa oração, pela oração da Igreja, sobretudo nos momentos mais difíceis. Agradeço de coração.
Com a oração constante e confiante, o Senhor nos liberta das correntes, nos guia para atravessar qualquer que seja a noite de prisão que possa tomar nosso coração, nos dá a serenidade do coração para enfrentar as dificuldades da vida, também a rejeição, a oposição, a perseguição. O episódio de Pedro mostra essa força da oração. E o Apóstolo, mesmo acorentado, se sente tranquilo, na certeza de nunca estar sozinho: a comunidade está rezando por ele, o Senhor está próximo a ele; e mais ainda: ele sabe que a força de Cristo se manifesta plenamente na fraqueza" (II Cor 12,9). A oração constante e unânime é um precioso instrumento também para superar as provas que podem surgir no caminho da vida, porque é o estar profundamente unidos a Deus que nos permite de estarmos também profundamente unidos aos outros. Obrigado
A FORÇA DA ORAÇÃO INCESSANTE
CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org)
Apresentamos a seguir a catequese de Bento XVI dirigida aos fiéis e peregrinos reunidos nesta quarta-feira, 9, na Praça de São Pedro. A oração foi concluída com a oração do Pater Nostri e a Benção Apostólica.
Queridos irmãos e irmãs!
Hoje gostaria de deter-me sobre o último episódio da vida de São Pedro narrado nos Atos Apóstolos: a sua prisão segundo o querer de Herodes Agripa e a sua libertação pela intervenção prodigiosa do Anjo do Senhor, na vigília do seu processo em Jerusalém (At 12,1-17).
A narração é mais uma vez marcada pela oração da Igreja. São Lucas, de fato, escreve: "Enquanto Pedro estava no cárcere, da Igreja subia incessantemente a Deus uma oração por ele" (At 12,5). E depois de ter milagrosamente deixado o cárcere, em ocasião de sua visita à Casa de Maria, a mãe de João Marcos, se afirma que “muitos estavam reunidos e rezavam” (At 12,12). Entre essas duas anotações importantes que ilustram a atitude da comunidade cristã diante do perigo e da perseguição, é narrada a detenção e a libertação de Pedro, que compreende toda a noite. A força da oração incessante da Igreja se eleva a Deus e o Senhor escuta e realiza uma libertação impensável e inesperada, enviando seu Anjo.
A narração enfatiza os grandes elementos da libertação de Israel da escravidão do Egito - a Páscoa hebraica. Como aconteceu naquele evento fundamental, também aqui, a ação principal é cumprida pelo anjo do Senhor que liberta Pedro. E as mesmas ações do Apóstolo - ao qual foi pedido que se levantasse rapidamente, colocasse o cinto e o cingisse à cintura - relembram aquelas do povo eleito na noite da libertação por intervenção de Deus, quando convidado para comer às pressas o cordeiro, que estivessem cingidos, com sandálias aos pés, bastão nas mãos, pronto para sair do país (Ex 12,11). Assim Pedro pode exclamar: "Agora sei verdadeiramente que o Senhor mandou seu anjo e me arrancou das mãos de Herodes" (At 12,11). Mas o Anjo representa não somente aquele da libertação de Israel do Egito, mas também aquele da Ressurreição de Cristo. Narram, de fato, os Atos dos apóstolos: "Eis que se apresentou um anjo do Senhor e uma luz fulgurante tomou a cela. Ele tocou o lado de Pedro e o despertou" (At 12,7). A luz que preenche o local da prisão, a ação de despertar o apóstolo, remontam à luz libertadora da Páscoa do Senhor que vence as trevas da noite e do mal. O convite, de fato: "Coloques o manto e segue-me" (At 12,8), faz ressoar no coração, as palavras do chamado inicial de Jesus (Mar 1,17), repetida depois da ressurreição no lago de Tiberíades, onde o Senhor diz por duas vezes a Pedro: "Segue-me" (Jo 21,19.22). É um convite apressado de seguimento: somente saindo de si mesmo para colocar-se em caminho com o Senhor e fazer a sua vontade, se vive a verdadeira liberdade.
Gostaria de destacar também outro aspecto da atitude de Pedro na prisão; notamos, de fato, que, enquanto a comunidade cristã reza com insistência por ele, Pedro "dormia" (At 12,6). Em uma situação tão crítica e de sério perigo, é uma atitude que pode parecer estranha, mas que, ao invés, representa tranquilidade e confiança; ele se confia a Deus, sabe que está circundado pela solidariedade e pela oração dos seus e se abandona totalmente nas mãos do Senhor. Assim deve ser a nossa oração: assídua, solidária com os outros, plenamente confiante em Deus que nos conhece no íntimo e cuida de nós ao ponto que - diz Jesus - "até o cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo" (Mat 10, 30-31). Pedro vive a noite na prisão e da libertação do cárcere como um momento que faz parte da sua escolha em seguir o Senhor, o qual vence as trevas da noite e liberta da escravidão das cadeias e do perigo da morte. A sua é uma libertação prodigiosa, marcada por várias passagens descritas acuradamente: guiado pelo Anjo, apesar da vigilância dos guardas, atravessa o primeiro e o segundo posto de guarda, até a porta de ferro que o conduz para a cidade: e a porta se abre sozinha diante deles (At 12,10). Pedro e o Anjo do Senhor cumprem juntos uma parte da estrada, até que, entrando em si mesmo, o Apóstolo se dá conta que o Senhor realmente o libertou e, depois de ter refletido, se direciona à casa de Maria, a mãe de Marcos, onde
muitos dos discípulos estão reunidos em oração; mais uma vez a resposta da comunidade diante da dificuldade e do perigo é confiar-se a Deus, intensificar o relacionamento com Ele.
Aqui me parece útil enfatizar uma outra situação não fácil que viveu a comunidade cristã das origens. São Tiago fala sobre isso na sua carta. É uma comunidade em crise, em dificuldade, não tanto por causa das perseguições, mas porque dentro estão presentes ciúmes e contendas. (Tiago 3,14-16). E o Apóstolo se pergunta o porquê daquela situação. Ele encontra dois motivos principais: o primeiro é o deixar-se dominar pelas paixões, pela ditadura do próprio querer, pelo egoísmo (Tiago 4,3); o segundo é a falta de oração - “não pedis” (Tiago 4,2b) – ou a presença de uma oração que não se pode definir como tal - “pedis e não obtenhais, poque pedis mal, para satisfazer as vossas paixões. Essa situação mudaria, segundo São Tiago, se a comunidade falasse unida com Deus, pela continuidade de um diálogo vivo com o Senhor. Um aspecto importante também para nós e nossas comunidades, sejam aquelas pequenas como a família, sejam aquelas mais vastas como a paróquia, a diocese, a Igreja inteira. Me faz refletir que as pessoas rezaram nessa comunidade de São Tiago, mas rezaram mal, somente pelas próprias paixões. Devemos sempre de novo aprender a rezar bem, rezar realmente, orientar-se para Deus e não em direção ao bem próprio.
A comunidade, em vez, que acompanha a prisão de Pedro é uma comunidade que reza verdadeiramente, por toda a noite, unida. E é uma alegria que não se pode conter aquela alegria que invade o coração de todos quando o Apóstolo bate inesperadamente a porta. São a alegria e o estupor diante da ação de Deus que escuta. Assim a Igreja eleva a oração por Pedro, e para a Igreja ele volta para narrar "como o Senhor o havia tirado da prisão" (At 12,17). Naquela Igreja onde ele é colocado como rocha (Mat 16,18), Pedro conta a sua ‘Páscoa’ de libertação: ele experimenta que no seguimento de Jesus está a verdadeira liberdade, se é envolvido por uma luz resplandecente da Ressurreição e por isso, se pode testemunhar até o martírio que o Senhor Ressuscitou e que verdadeiramente mandou o seu anjo que o arrancou das mãos de Herodes (At 12,11). O martírio que sofrerá depois em Roma o unirá definitivamente a Cristo, que o havia dito: quando fores velho outro te levará para onde não queres ir - para indicar com qual morte ele teria que glorificar a Deus. (Jo 21,18-19).
Queridos irmãos e irmãs, o episódio da libertação de Pedro narrado por Lucas, nos diz que a Igreja, cada um de nós, atravessa a noite da prova, mas é a vigilância incessante da oração que nos sustenta. Também eu, desde o primeiro momento de minha eleição como Sucessor de São Pedro, me senti sempre amparado pela vossa oração, pela oração da Igreja, sobretudo nos momentos mais difíceis. Agradeço de coração.
Com a oração constante e confiante, o Senhor nos liberta das correntes, nos guia para atravessar qualquer que seja a noite de prisão que possa tomar nosso coração, nos dá a serenidade do coração para enfrentar as dificuldades da vida, também a rejeição, a oposição, a perseguição. O episódio de Pedro mostra essa força da oração. E o Apóstolo, mesmo acorentado, se sente tranquilo, na certeza de nunca estar sozinho: a comunidade está rezando por ele, o Senhor está próximo a ele; e mais ainda: ele sabe que a força de Cristo se manifesta plenamente na fraqueza" (II Cor 12,9). A oração constante e unânime é um precioso instrumento também para superar as provas que podem surgir no caminho da vida, porque é o estar profundamente unidos a Deus que nos permite de estarmos também profundamente unidos aos outros. Obrigado
quarta-feira, 13 de junho de 2012
ORAÇÃO A SANTO ANTÓNIO: para pedir uma graça
“Glorioso Santo Antonio que tivestes a sublime dita de abraçar e afagar o
Menino Jesus, alcançai-me a graça que vos peço e vos imploro
do fundo do meu coração
(pede-se a graça).
Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os poucos
Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os poucos
méritos de quem vos implora,
mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus para atender o meu
insistente pedido.
Amém. Santo Antonio, rogai por nós.”
(Pai Nosso, Ave
Maria, Glória ao Pai).
ORAÇÃO A SANTO ANTÓNIO:
para achar objectos perdidos
“Eu vos saúdo, glorioso
Santo Antônio, fiel protetor
dos que em vós esperam.
Já que recebestes de
Deus o poder especial de fazer achar os objetos
perdidos, socorrei-me neste momento, a fim de que, mediante vosso auxílio, eu
encontre o objeto que procuro...
Alcançai-me, sobretudo, uma fé viva, uma esperança firme, uma caridade ardente e uma docilidade sempre pronta aos desejos de Deus.
Que eu não me detenha
apenas nas coisas deste mundo. Saiba valorizá-las e utilizá-las como algo que
nos foi emprestado
e lute sobretudo por
aquelas coisas que ladrão nenhum pode nos arrebatar e nem iremos perder jamais.
Assim seja.”
ORAÇÃO A SANTO ANTÓNIO: para achar objectos roubados ou perdidos
Bendito
e louvado seja Santo António, sol brilhante que em Lisboa, França e Itália, deu
luz a mais rutilante:
ó
beato Santo António, que ao monte Sinai subiste; o teu Santo Breviário perdeste,
em busca dele voltaste
mui
triste e uma voz do céu ouviste: “António, torna atrás, o teu santo Breviário
acharás;
em
cima dele Jesus Cristo vivo, três coisas lhe pedirás: o perdido achado, o
esquecido lembrado, e o vivo guardado.”
Glória seja dada ao
Pai.
E ao Filho nosso bem.
E ao Espírito Santo.
Por séculos sem fim. Amém.”
E ao Filho nosso bem.
E ao Espírito Santo.
Por séculos sem fim. Amém.”
ORAÇÃO A SANTO ANTONIO - Oração dos namorados
Grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos
namorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios.
Defende-me
dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que
eu seja realista, confiante, digno(a) e alegre.
Que eu saiba caminhar para o
futuro e para a vida a dois com a vocação sagrada para formar uma família. Que
meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas.
Que todos os namorados busquem a
mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé. Assim seja.
terça-feira, 12 de junho de 2012
O poder das palavras...
Que era só pra "fazer" um momento, e acabamos dando esperanças ?!
No fundo ainda não sabemos o poder que as palavras possuem sobre nossas vidas.
Palavras podem reconstruir uma vida, como também podem destruí-la ...
Quantas vezes nós já não ferimos pessoas ao qual amamos com palavras amargas, frias ?
Se formos contar, com certeza perderíamos as contas...
O ser humano tem mania de falar sem pensar, ou na raiva soltar todos os ressentimentos guardados muitas vezes há anos...
Temos que parar um pouco pra pensar ... será que vale à pena agirmos desta maneira ?
Será que um momento vale muito mais que uma vida ?
Quantas vezes falamos ao próximo palavras de apoio,carinho, amor ?
Quantas vezes falamos o quanto ele é importante nas nossas vidas, o quanto sentimos sua falta quando ele não está presente ?
Talvez nenhuma, talvez uma vez... muito pouco... As palavras tem um grande poder, elas podem deixar uma pessoa que está triste, alegre... Já parou para pensar nisso ? Quantas vezes nós não estávamos tristes, e alguém se aproximou e nos falou palavras de ânimo que nos levantaram ?! Um dia com certeza isso já aconteceu com você...
Que tal começarmos a usar as palavras para trazer alegria às pessoas que estão ao nosso redor?
Ajudando-as, confortando-as, fazendo-as sorrir!
Podemos torná-las felizes, diferentes, especiais...
TEMPO - JESUS HERMIDA
Não passes tanto tempo a desejar coisas que poderias ter se não passasses tanto tempo a desejá-las.
J.H.
domingo, 10 de junho de 2012
Missionária na África - Bolsa de água quente...
Mensagem de Leda Bicalho
Uma história real...Esta tradução do Reverendo Oscar Lehenbauer, de uma história acontecida com uma missionária americana que atuava em pleno coração africano, nos revela como Deus se preocupa conosco.
Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar uma mãe em trabalho de parto. Apesar do esforço ela não resistiu e nos deixou com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos. Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora (não tínhamos eletricidade para ativar a incubadora). Também não tínhamos recursos adequados de alimentação.
Mesmo morando na linha do equador, as noites eram, frias com aragens traiçoeiras. Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que reservávamos a tais bebês e os panos de algodão para envolvê-lo. Uma outra, foi acender o fogo para aquecer uma chaleira com água, para a bolsa de água quente. Sem demora, retornou desconsolada pois a bolsa disponível, havia rompido. Borracha estraga fácil em clima tropical. "Era nossa última bolsa", disse-me. Assim como no ocidente se diz que "não adianta chorar sobre o leite derramado", na África Central poderia ser que “não adianta chorar sobre bolsas estragadas”. Elas não crescem em árvores, e não existem farmácias no meio das florestas... "Muito bem", eu disse, coloque o bebê em segurança o mais próximo quanto possível do fogo e durmam entre a porta e o bebê para protegê-lo das rufadas de vento frio. Precisamos manter o bebê aquecido. Na manhã seguinte, fui orar com as órfãs que se dispuseram a reunir comigo. Fiz uma série de sugestões que pudessem despertá-las a orar e, também, contei-lhes sobre o bebê. Expliquei nossa dificuldade em manter o bebê aquecido, em função da única bolsa de água que havia estourado, e que o bebê poderia morrer de frio. Mencionei a irmãzinha de 2 anos, que não parava de chorar, pela perda e ausência da mãe.
Durante as orações, uma das meninas de 10 anos, uma de nossas crianças africanas, orou: “ Por favor, Deus, manda-nos uma bolsa de água quente. Amanhã talvez já vai ser tarde, Deus, porque o bebê pode não aguentar. Por isso, manda a bolsa ainda hoje, meu pai”.
Enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante de tamanha demonstração de fé, ela acrescentou: "E já que está cuidando disso, Deus, por favor, manda junto uma boneca para a irmãzinha dela, para que ela saiba que o senhor a ama de verdade.” Fiquei em apuros. Eu não poderia simplesmente dizer “Amém”.
Eu, honestamente, não podia acreditar, que Deus atenderia àquele pedido. A bíblia nos ensina, que a fé, não tem limites. O único jeito de realizar esse pedido, seria por encomenda à minha terra natal, via correio. Eu estou na África, há quatro anos e jamais havia recebido uma encomenda postal de casa. De qualquer forma, se alguém enviasse algo, mandaria uma bolsa de água quente? Eu morava na linha do Equador.
À tarde, durante uma aula da escola de enfermagem, veio um recado dizendo que um carro estacionara no portão de minha casa. Corri... Ao chegar em casa, o carro havia partido, mas deixara um pacote de 11 kg na varanda. Chorei. Não consegui abrir o pacote sozinha, e pedi que algumas crianças do orfanato me ajudassem. Tudo foi feito com muito cuidado, para que nada fosse danificado. Os corações batiam forte. Os olhos, acompanhavam arregaladamente cada ação. A camada de cima, era composta de roupas coloridas e cintilantes.
O silêncio tomava conta, a medida que ía tirando as novidades. Havia ataduras para leprosos, caixinhas de uva-passas, farinha, que daria um gostoso bolo no fim de semana. Quando pus as mãos de novo na caixa, pasmem... “Uma bolsa de água quente, novinha em folha”. Eu gritei ! Eu não havia feito nenhuma encomenda neste sentido. Ruth, que estava perto, saltou e começou a gritar: "Se Deus mandou a bolsa, ele também mandou a boneca.” Enfiando as mãos na caixa, procurava pela boneca. E lá estava ela . . . maravilhosamente vestida. Ruth nunca duvidara. Olhando para mim, perguntou: Posso ir junto levar a boneca para aquela menina, para que ela saiba que Jesus também a ama muito?”
Este pacote estivera a caminho por 5 meses. Foi uma iniciativa da minha ex-professora de escola bíblica, que atendeu a voz do Senhor de enviar uma bolsa de água quente. Uma das meninas da turma, decidiu mandar junto uma boneca . . . cinco meses antes !!! Em resposta a uma oração, de outra menina de 10 anos que acreditou fielmente que Deus atenderia a sua oração, ainda naquela tarde.
“Eu darei a eles o que desejam, antes mesmo de Me pedirem.”
(Is 65.24) Tradução da BÍBLIA VIVA.
Uma história real...Esta tradução do Reverendo Oscar Lehenbauer, de uma história acontecida com uma missionária americana que atuava em pleno coração africano, nos revela como Deus se preocupa conosco.
Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar uma mãe em trabalho de parto. Apesar do esforço ela não resistiu e nos deixou com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos. Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora (não tínhamos eletricidade para ativar a incubadora). Também não tínhamos recursos adequados de alimentação.
Mesmo morando na linha do equador, as noites eram, frias com aragens traiçoeiras. Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que reservávamos a tais bebês e os panos de algodão para envolvê-lo. Uma outra, foi acender o fogo para aquecer uma chaleira com água, para a bolsa de água quente. Sem demora, retornou desconsolada pois a bolsa disponível, havia rompido. Borracha estraga fácil em clima tropical. "Era nossa última bolsa", disse-me. Assim como no ocidente se diz que "não adianta chorar sobre o leite derramado", na África Central poderia ser que “não adianta chorar sobre bolsas estragadas”. Elas não crescem em árvores, e não existem farmácias no meio das florestas... "Muito bem", eu disse, coloque o bebê em segurança o mais próximo quanto possível do fogo e durmam entre a porta e o bebê para protegê-lo das rufadas de vento frio. Precisamos manter o bebê aquecido. Na manhã seguinte, fui orar com as órfãs que se dispuseram a reunir comigo. Fiz uma série de sugestões que pudessem despertá-las a orar e, também, contei-lhes sobre o bebê. Expliquei nossa dificuldade em manter o bebê aquecido, em função da única bolsa de água que havia estourado, e que o bebê poderia morrer de frio. Mencionei a irmãzinha de 2 anos, que não parava de chorar, pela perda e ausência da mãe.
Durante as orações, uma das meninas de 10 anos, uma de nossas crianças africanas, orou: “ Por favor, Deus, manda-nos uma bolsa de água quente. Amanhã talvez já vai ser tarde, Deus, porque o bebê pode não aguentar. Por isso, manda a bolsa ainda hoje, meu pai”.
Enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante de tamanha demonstração de fé, ela acrescentou: "E já que está cuidando disso, Deus, por favor, manda junto uma boneca para a irmãzinha dela, para que ela saiba que o senhor a ama de verdade.” Fiquei em apuros. Eu não poderia simplesmente dizer “Amém”.
Eu, honestamente, não podia acreditar, que Deus atenderia àquele pedido. A bíblia nos ensina, que a fé, não tem limites. O único jeito de realizar esse pedido, seria por encomenda à minha terra natal, via correio. Eu estou na África, há quatro anos e jamais havia recebido uma encomenda postal de casa. De qualquer forma, se alguém enviasse algo, mandaria uma bolsa de água quente? Eu morava na linha do Equador.
À tarde, durante uma aula da escola de enfermagem, veio um recado dizendo que um carro estacionara no portão de minha casa. Corri... Ao chegar em casa, o carro havia partido, mas deixara um pacote de 11 kg na varanda. Chorei. Não consegui abrir o pacote sozinha, e pedi que algumas crianças do orfanato me ajudassem. Tudo foi feito com muito cuidado, para que nada fosse danificado. Os corações batiam forte. Os olhos, acompanhavam arregaladamente cada ação. A camada de cima, era composta de roupas coloridas e cintilantes.
O silêncio tomava conta, a medida que ía tirando as novidades. Havia ataduras para leprosos, caixinhas de uva-passas, farinha, que daria um gostoso bolo no fim de semana. Quando pus as mãos de novo na caixa, pasmem... “Uma bolsa de água quente, novinha em folha”. Eu gritei ! Eu não havia feito nenhuma encomenda neste sentido. Ruth, que estava perto, saltou e começou a gritar: "Se Deus mandou a bolsa, ele também mandou a boneca.” Enfiando as mãos na caixa, procurava pela boneca. E lá estava ela . . . maravilhosamente vestida. Ruth nunca duvidara. Olhando para mim, perguntou: Posso ir junto levar a boneca para aquela menina, para que ela saiba que Jesus também a ama muito?”
Este pacote estivera a caminho por 5 meses. Foi uma iniciativa da minha ex-professora de escola bíblica, que atendeu a voz do Senhor de enviar uma bolsa de água quente. Uma das meninas da turma, decidiu mandar junto uma boneca . . . cinco meses antes !!! Em resposta a uma oração, de outra menina de 10 anos que acreditou fielmente que Deus atenderia a sua oração, ainda naquela tarde.
“Eu darei a eles o que desejam, antes mesmo de Me pedirem.”
(Is 65.24) Tradução da BÍBLIA VIVA.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
PEDRO SIQUEIRA - AGENDA
AGENDA:
O PRÓXIMO TERÇO NO RIO DE JANEIRO SERÁ DIA 31 DE JULHO, ÀS 19:30HS, NA IMACULADA CONCEIÇÃO DA GÁVEA.
O PRÓXIMO TERÇO EM SÃO PAULO SERÁ DIA 11 DE AGOSTO, ÀS 16HS, NO SANTUÁRIO DA MÃE DOS AFLITOS.
P.S.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
AMBULATÓRIO SÃO JOÃO BAPTISTA - ORDEM DE MALTA
O blog e vários de seus seguidores, foram hoje visitar o projeto do Ambulatório São João Baptista na comunidade do Pai João e posso afirmar, que ficaram todos encantados!!!
Nas fotos reparem na limpeza do lugar, na quantidade de médicos e estudantes da Faculdade de Medicina e na organização dos consultórios!

sábado, 2 de junho de 2012
NOSSA SENHORA
Nossa Senhora.
Você pode encontrar em todos os santos da Igreja católica uma marca: O amor a Nossa Senhora. Nenhum santo da Igreja foi santo sem o auxílio da Virgem Maria. Eu pergunto: Quem é maior que São Francisco? Quem é maior que Santo Antônio ?
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Jesus olhou pra João o discípulo amado, do alto da cruz e hoje olha para você. Se você é discípulo amado de Jesus, você tem que receber o que Ele deu. Na hora em que Ele mais sofria, olhou para João e disse: Eis aí a tua mãe. Então temos que fazer como todos os santos e santas da Igreja amar Nossa Senhora.
Sabemos que Nossa Senhora é a mulher, que o Senhor anunciou no Gênese, porque o próprio Deus a chama de mulher. O quarto mandamento da lei de Deus é honrar pai e mãe. Jesus foi quem mais honrou Maria Santíssima.
Padre Josué
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